Daniela Depolli

Leitura complicada

11/06/2013 19:29

Ler e compreender textos, ou até mesmo o enunciado de um problema de matemática, tornou-se um obstáculo ao aproveitamento escolar?

Juntar consoantes e vogais, identificando suas grafias e sons, não significa dominar a leitura. Quando seu filho adquire essa capacidade, é porque já venceu várias fases: reconheceu o desenho das letras, fez sua síntese numa palavra e, a seguir, entendeu seu significado. Em seguida, reserva essa palavra na memória para juntá-la às seguintes, que passam pelo mesmo processo até se completar o texto por inteiro. Esse processo mental é feito em segundos, e resulta na compreensão do que foi lido. Se a criança não entende o que lê, pode ter dificuldade em qualquer uma dessas fases da leitura, o que não implica necessariamente um distúrbio, mas requer atenção.

Se houver uma desconfiança de que algo não vai bem ao que se diz respeito à leitura da criança, pode-se fazer um teste. Basta escolher um livro infantil indicado para a idade e pedir que a criança o leia. A proposta deve ser colocada como um jogo, e não uma avaliação. Talvez uma inversão de papéis, do tipo "hoje, eu é que quero ouvir a sua história". Enquanto ela lê, observe:

Troca de letras – Especialmente b por d, ou f substituindo v.

Pronúncia – Se ela engasga em sílabas com duas consoantes, como pr de prato, ou iniciadas por vogal seguida de consoante, como es de escola. As crianças que apresentam dificuldade tendem a ler parato e secola.

Fluência – Se ela lê muito devagar cada palavra e necessita repetir a leitura da frase no final, para recuperar seu conteúdo.

Compreensão – Após ler toda a história, se ela consegue contá-la para outra pessoa.

Feito o teste, se a criança demonstra muita dificuldade em algum de seus itens, os pais devem procurar a professora ou a coordenadora da escola para uma conversa. Juntos avaliarão a necessidade de procurar ajuda especializada. Nesse momento, mais importante do que buscar um diagnóstico é dar atenção ao fato para evitar que ele se agrave e a criança acabe criando uma aversão aos livros e textos em geral, problema mais difícil de reverter.

É bom saber, de qualquer modo, que o diagnóstico da dislexia costuma ser feito por exclusão: se a criança não tem problemas orgânicos (visuais ou auditivos), se família e escola incentivam seu aprendizado, se não tem déficit cognitivo (é esperta, saudável, ativa em outros aspectos) e mesmo assim não consegue ler, acaba-se determinando que seja disléxica. Por isso, na hora de procurar ajuda, convém consultar um profissional.

O mais adequado é um “diagnóstico” que privilegie fazer um entendimento do indivíduo em seus vários aspectos, considerando também seu ambiente social e escolar, que podem interferir em sua capacidade de aprender a linguagem escrita.

Faz-se necessário ser muito criterioso para não cair nem no lugar comum, quando todo o problema de leitura é dislexia; e nem num enredo mirabolante, criando fantasmas.

 

 

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