Daniela Depolli

Bullying

26/04/2013 17:45

 

Hoje está palavrinha é muito pronunciado principalmente no âmbito escolar, o termo bullying vem de bully (substantivo),que em inglês significa valentão, porém a palavra bullying não tem um significado exato em português. O termo em inglês é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (es) de se defender. 

Verificamos que algum tempo este comportamento tem sido investigado, pesquisado e  reconhecido no meio da sociedade, principalmente no meio de crianças e adolescentes.

Este tipo de comportamento apresenta-se como ironias, apelidos cruéis as suas vitimas, o agressor pode agir em grupo ou individualmente e geralmente a vítima se sente acuada e muitas vezes não denuncia o agressor. As armas não estão à vista, são ações que ocorrem de forma agressiva, desqualificando e pisoteando as vítimas, que provavelmente estão fragilizadas em sua autoestima, autoimagem e autoconfiança. Sendo estas as questões principais que devemos observar ao se trabalhar com as vítimas.

O comportamento das vitimas do bullying  geralmente apresentam baixa autoestima, têm pensamentos horríveis em relação a sua autoimagem e não têm confiança em si mesmo, são inseguras, percebem-se como uma “droga” ou “inúteis”, desejam ficar no “anonimato”, pensam não terem valor nenhum para as pessoas que amam. O seu ciclo de amizade é restrito  apenas um ou dois amigos. Além disso, choram com facilidade, são extremamente ansiosos e têm dificuldade de se expressarem verbalmente.

Enquanto vítimas comportam-se inadequadamente, inventam estar doentes para não irem à escola ou para não brincarem no playground, ficam horas isoladas sem querer falar com os familiares ou com os “amiguinhos” que o chamam para brincar, acordam assustados durante a noite com pesadelos e choros muito fortes, têm geralmente enurese noturna, quebram brinquedos com muita facilidade, evitam participar de atividades esportivas, comem de forma voraz ou não comem nada, têm um mau humor assustador, pois se sentem extremamente pressionados, de um lado pelo agressor e de outro, pelos familiares que querem saber o que está acontecendo ou como podem ajudar.

Por sua vez os agressores podem se comportar se colocar na posição de vítimas, reagindo e invertendo a situação, dizendo não estarem entendendo o que está ocorrendo. Especialmente porque as agressões geralmente não são corporais, mas psicológicas. Podem também, declarar para quem questiona suas atitudes, que foi “tudo uma brincadeira, que a vítima não entendeu bem…”.

Algumas características sinalizam se alguém pode ser um provável alvo de bullying. É importante observar as crianças muito infantilizadas ou muito protegidas, que não conseguem se impor ou serem ouvidas dentro do grupo, ou aquelas que ouvem frequentemente frases desestimulantes no ambiente familiar como "você só me traz problemas".

Já os agressores vieram de uma família que usa a violência como forma de autoridade, com pais ou mães que não expressam amor ou afeto pelos filhos ou que cresceram em lares em que todos os comportamentos eram aceitos. "Eles não sabem ouvir, principalmente, a palavra não", avisa o especialista. 

Posso afirmar que muito se tem a dizer sobre o tema e é preciso um profissional para lhe ajudar a identificar o que realmente está ocorrendo, pois outras situações podem desencadear dificuldades emocionais e comportamentais.

 

 

 

 

 

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