Através do lúdico, o psicólogo tem a oportunidade de compreender a dinâmica e os conflitos internos do paciente diante dos problemas, auxiliando-o a restaurar a auto-estima e observar o comportamento verbal e não verbal.
O lúdico ajuda o profissional a resgatar a identidade do paciente, pois este tem que ser visto como um ser humano com suas historias e seus medos.
O fantoche é um recurso lúdico nos atendimentos terapêutico e tem o intuito de estimular diversos aspectos: cognitivo, motor e emocional, partindo de idéias construtivas que possibilitam ao paciente deixar de ser sujeito passivo.
O brincar livremente construindo o fantoche facilita a expressividade e naturalmente estimula a capacidade da criança orientar o seu mundo, de ter controle e domínio diante do problema, utilizando a brincadeira e a fantasia.
Winnicott ( 1975, p 63) relata que “ o brincar facilita o crescimento e portanto, a saúde; o brincar conduz aos relacionamentos grupais; o brincar pode ser uma forma de comunicação na psicoterapia…”
O atendimento realizado com crianças é diferenciado dos demais, pois ao lidar com crianças, é necessário um trabalho lúdico, sem o brincar torna-se difícil para o psicólogo realizar seu atendimento de forma efetiva, dificultando também, a verbalização da criança. Através do brincar as crianças podem expressar seus sentimentos de madeira criativa e espontânea.
Ao brincar de construir um boneco, pode expressar e viver ativamente seus sentimentos de medo, revolta, tristeza, duvidas e fantasias, o fantoche pode auxiliar a criança na sua auto- expressão, pois sendo um ser inanimado ele cria vida pela animação que é obtida por meio da manipulação.
Salles (1994, P.11) afirma que: “ as crianças fazem do brinquedo uma ponte para seu imaginário, um meio pelo qual externam suas criações e suas emoções. O brincar ganha, então, densidade, traz enigmas, comporta leituras mais profundas, vivas e ricas em significados”.
Utilizando o fantoche o psicólogo terá a oportunidade de estimular as potencialidades de cada paciente, ou seja, dando ênfase aos aspectos saudáveis e não apenas ao problema, facilitando a elaboração de sentimentos e de melhor capacitação no enfrentamento diante da crise.
O psicólogo tem que ter uma postura incondicional durante o atendimento lúdico, não fazendo julgamentos, aceitando a criança completamente como ela é, dessa forma ela terá mais coragem de verbalizar seus sentimentos e naturalmente surgirá uma relação de confiança mutua entre ambos.